terça-feira, 9 de março de 2010
IGREJA DE SÃO ROQUE - LISBOA
Fachada da Igreja de São Roque, em Lisboa | |
Decoração
A NOVA ARCA DE NOÉ
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A "Arca de Huibers", quase pronta,
chama a atenção no pequeno
ancoradouro da cidade de Schagen
- Holanda.
Johan Huibers, holandês, 47 anos (2006), morador de Schagen, 40 quilómetros a norte de Amsterdam, Holanda, resolveu construir uma réplica da Arca de Noé. Cristão devoto, Huibers acredita que a reconstrução da Arca é uma forma de fortalecer e renovar o interesse pelo cristianismo nos países escandinavos chamando a atenção para a verdade histórica contida na Bíblia. Observando as proporções da Arca descritas no Antigo Testamento, a "Nova Arca" do holandês mede 13,5 metros de altura, 9,5 m de largura e 70 m de comprimento, correspondendo a um quinto do tamanho da nave original. Os trabalhos começaram em dezembro de 2005; agora, em abril de 2006, a obra já se destaca na paisagem com sua forma bem definida, atraindo os olhares dos curiosos moradores de Schagen além de repórteres de todo mundo interessados em noticiar o projecto. Na Bíblia, Noé construíu a Arca por determinação e conforme a vontade de Deus, que lhe revelou a iminência de um Dilúvio que aniquilaria toda a vida na Terra exterminando uma humanidade perversa. Noé também foi instruído a recolher na Arca casais de todas as espécies de seres vivos; sementes, herança da flora e da fauna, que povoariam o planeta depois da catástrofe. Também neste aspecto Johan Huibers segue o texto bíblico ainda que modestamente. Cavalos, ovelhas, pássaros e coelhos são alguns dos animais que habitarão a Arca que vai funcionar como uma combinação de monumento religioso, museu e zoológico de animais domésticos além de alguns bichos exóticos. Com lançamento previsto para Setembro (2006), aportando nas grandes cidades nórdicas situadas no litoral dos mares interiores da Escandinávia, a "Arca de Huibers" será aberta ao público e o preço dos ingressos já está definido: 2,40 dólares para crianças e 3,60 dólares para adultos. O roteiro das visitas inclui, além da visitação aos animais, lanches, drinks e impressos religiosos. A nave tem três pavimentos: os animais ocuparão o segundo nível enquanto o primeiro e o terceiro serão destinados aos serviços que serão oferecidos aos visitantes. As recentes notícias de aquecimento global, degelo acelerado no pólo norte e consequente elevação do nível dos oceanos, conferem um interesse especial ao projeto. Apesar disso, o próprio Huibers descarta a possibilidade de um novo Dilúvio, lembrando a promessa de Deus a Noé, a Aliança do Arco Irir, segundo a qual, nunca mais o criador ergueria sua mão para destruir suas criaturas. Feita de cedro americano e pinho norueguês, a barca deve consumir, até sua conclusão, um milhão e duzentos mil dólares. Para tocar os trabalhos, o holandês contou com a ajuda do filho, Roy, 17 anos, e vários amigos que prestaram assessoria especializada em construção naval. Johan Huibers, 47 anos, trabalha no interior da Nova Arca de Noé: realização de sonho e acto de devoção. Huibers com seu filho Roy, de 17 anos, um dos colaboradores do projeto; vários simpatizantes que cuidam dos detalhes técnicos da obra.
ANTIGA ARCA DE NOÉ NA MIRA DA CIÊNCIA
satélite localiza estranha formação no Monte Ararat ![]()
A imagem que o satélite Digital-Globe obteve da formação anomala no monte Ararat - Turquia. Outras imagens do local têm sido registradas por outros satélites e os pesquisadores empenham-se na análise detalhada de forma e dimensões.
Em Março de 2006, foi divulgada, uma imagem capturada pelo Digital-Globe satélite mostrou uma estranha formação em dos lados do monte Ararat, localizado na Turquia. Trata-se de um desvio da superfície da montanha cuja natureza, ainda não identificada, tanto pode ser um capricho geológico como uma estrutura feita por mãos humanas que jaz oculta no subsolo, soterrada por milênios de depósitos sedimentares.
A estranha formação rochosa encontra-se a quinze mil e trezentos metros de altura a noroeste do Ararat numa região coberta de gelo. Alguns estudiosos da arqueologia bíblica que estudaram as imagens acreditam que a anomalia geológica pode ser o resultado de camadas milenares de terra depositadas sobre um antigo símbolo teológico: a Arca de Noé. As dimensões do "objeto" correspondem às proporções da Arca descritas no livro do Gênesis. A formação do Ararat já tinha sido observada há mais de uma década pelo professor Porcher Taylor, da University of Richmond, Virgínia - EUA. Agora, com a ajuda das imagens de satélite, Porcher tem a chance de confirmar suas suspeitas de que a Arca de Noé, há tempos procurada por arqueólogos, encontra-se no Monte Ararat exatamente como está relatado no texto bíblico. ![]()
As regiões mais importantes do Monte Ararat, na Turquia
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Vista do monte Ararat: cume sempre coberto de neve
O monte Ararat, localizado na Turquia, próximo às fronteiras com a Arménia e o Irão é conhecido por muitos nomes; Armenian Masis; Turkish Büyük ou Agri Dagi; Persian Koh-i-nuh. A montanha, completamente isolada, compreende duas regiões: O Grande Ararat, com cinco mil cento e vinte dois metros de altura e o Pequeno Ararat, com três mil novecentos e quatorze metros. Acima dos quatro mil metros, no topo, o solo é coberto de "neves eternas". No texto bíblico, depois do Dilúvio, quando as águas baixaram, a Arca estava fincada no Monte Ararat cuja configuração geológica foi modificada por um forte terremoto, em Julho de 1840, que soterrou um vilarejo e o mosteiro de Saint Jacob.
FONTES
Dutchman builds modern Noah's Ark - NEWS BBC publicado em 28/03/2006 Dutchman Builds Replica of Noah's Ark - CHRISTIAN POST publicado em 31/03/2006 Satellite closes in on Noah's Ark mystery - CNN publicado em 13/03/2006 Sobre o monte Ararat - EARTHLINK |
sábado, 6 de março de 2010
O LIMOEIRO ONTEM E HOJE

Aspecto da prisão do Limoeiro (hoje CEJ = Centro de Estudos Judiciários) no tempo em que Bocage lá esteve preso. Centro de Estudos Judiciários
Sabe-se que nesse lugar existiu um paço que terá servido de residência real desde o tempo de D. Afonso III.
Esse edifício teve, ao longo da história - por vezes, em simultâneo - vári
as denominações.Foi "Paços de a-par-de S. Martinho" por se situar em frente da igreja paroquial que tinha como orago o referido santo, tida por uma das mais antigas de Lisboa. O Paço e o templo estavam ligados por um arco ou passadiço.
Foi "Paço dos Infantes", tendo sido aventado que essa denominação derivou de nele terem habitado os filhos de D. João I. Júlio de Castilho, ilustre olisipógrafo, sustentou ser outra a origem da denominação, defendendo que os Infantes que deram nome ao paço devem ser os filhos do Rei D. Pedro I e de D. Inês de Castro, os célebres D. João e D. Dinis. Esta tese encontra arrimo no cronista Fernão Lopes que, referindo-se a factos do tempo do Rei D. Fernando, diz que o soberano "pousava estomçe nos paaços que chamavom dos Iffantes, que som açerca dessa egreija". A ser verdade, como parece resultar do texto do cronista, que já no reinado de D. Fernando o paço era conhecido como "dos Infantes", esta denominação não poderia referir-se aos filhos do Mestre de Avis e de D. Filipa da Lencastre.
Outra denominação foi a de "Paços da Moeda". É sabido que a oficina dos moedeiros, no tempo de D. Dinis, funcionava no Campo da Pedreira, no
Bairro de Alfama, junto às casas da Universidade. Com a transferência para Coimbra, no ano de 1308, do Generale Studium, os moedeiros ficaram a ocupar-lhe o lugar. Regressada a Universidade a Lisboa, em 1338, a oficina de fabrico de moeda foi instalada nos "Paços de a-par-de S. Martinho – em parte deles ou em edifício contíguo -, o que originou a nova denominação "da Moeda".Presumindo-se que os moedeiros estiveram instalados nos Paços entre 1338 e pelo menos 1354, admite-se ter sido esse o local de realização das Cortes de 1352, cujos capítulos gerais atestam que a assembleia teve lugar "nos moedeijros".
O Rei D. Pedro I, nas suas deslocações à cidade de Lisboa, pousava nos Paços a-par de S. Martinho, preferindo-os aos da Alcáçova.
O sucessor de D. Pedro revelou idêntica predilecção, tendo o referido Paço Real servido de residência a D. Fernando e D. Leonor Teles.
Durante a crise de 1383-1385, o Paço Real de a-par-de S. Martinho foi o cenário de acontecimentos dramáticos, narrados magistralmente pelo cronista Fernão Lopes.
Referimo-nos à tarde de 6 de Dezembro de 1383 e ao assassínio de João Fernandes Andeiro, conde de Ourém, às mãos de D. João, Mestre de Avis, e de Rui Pereira, que teve lugar no referido paço, numa sala contígua à câmara régia. Seguiu-se um verdadeiro tumulto na cidade de Lisboa, orquestrado pelos partidários do futuro D. João I, pelo que, só na calada da noite e em segredo, a Rainha D. Leonor Teles mandou sepultar, na Igreja de S. Martinho, o corpo do conde assassinado.

O novo monarca utilizou o paço como residência durante algum tempo, enquanto não acabavam as obras que mandara realizar nos Paços da Alcáçova. No entanto, no início do século XV, o local já ganhara mais uma denominação: a de "Paços do Infante herdeiro", por ser local de residência do infante D. Duarte.
Por essa altura, numa parte das dependências do paço, estavam instaladas as Comendadeiras do Mosteiro de Santos-o-Velho, de que era superiora Inês Pires (ou Peres), de quem D. João I tivera, fruto de amores juvenis, dois filhos: D. Beatriz de Portugal e D. Afonso, que veio a ser conde de Barcelos e 1º duque de Bragança.
Há notícia de que, em meados do século XV, residiram neste paço as irmãs de D. Afonso V – uma delas a infanta D. Leonor, futura imperatriz da Alemanha pelo seu casamento com Frederico III.
No tempo de D. João II, o Paço de S. Martinho, sede do Desembargo do Paço, já funcionava como cadeia e ganhara um novo nome: Paço do Limoeiro ou, mais simplesmente, Limoeiro, em alusão a uma árvore que existia – supõe-se - no local e caracterizava o sítio.
D. Manuel I empreendeu importantes obras no paço. Conta Damião de Góis, referindo-se ao monarca: "Fez de novo em Lisboa junto da igreja de São Martinho os Paços da Casa da Suplicação e do Cível, e cadeia do Limoeiro, obra muito magnífica, e sumptuosa, onde dantes fora a casa da moeda (...)."
Foi assim, com esta dupla função de cárcere (em baixo) e de Tribunal (nos pisos superiores), que o Limoeiro se manteve até ao século XVIII.Ao Limoeiro eram conduzidos todos os condenados ao degredo nos territórios ultramarinos, a fim de aguardarem nas suas enxovias o dia do embarque.
Saliente-se que no Limoeiro existiam duas cadeias: a Cadeia da Cidade e a Cadeia da Corte, que eram distintas.
No tempo de D. João V, o Limoeiro recebeu beneficiações.
No fatídico dia 1 de Novembro de 1755, a terra tremeu violentamente em Lisboa. O grande terramoto semeou destruição e morte. O Limoeiro ficou seriamente danificado, produzindo-se a derrocada total da Cadeia da Cidade e parcial da Cadeia da Corte, havendo notícia de que os presos puseram-se todos em fuga. Apesar da severidade dos danos, o prior da paróquia de S. Martinho, respondendo ao inquérito efectuado, em 1758, aos diversos párocos da cidade, indicou terem morrido na área da sua paróquia, vitimadas pelo terramoto, apenas trinta pessoas. Na mesma resposta, o prior informa que a Cadeia da Corte já estava, ao tempo, reabilitada.
Do edifício do Limoeiro foram retirados os tribunais da Casa da Suplicação, transferidos para as casas históricas dos condes de Almada, junto ao Rossio.
No século XIX, pensou-se, segundo Júlio de Castilho, "na edificação de uma boa cadeia pública, segundo as normas da higiene, e as prescrições da boa polícia moderna".
Realizadas as obras, o edifício ficou, a partir daí, com uma configuração exterior já próxima da actual. Do magnifico paço
medieval, coroado de torres e coruchéus, de que nos falam algumas crónicas e estampas antigas, só restou a memória histórica e a evocação romântica de Herculano no seu Monge de Cister.O poeta Pedro Correia Garção (em 1771), o poeta Barbosa du Bocage (1797), o pintor Domingos Sequeira (1808) e o escritor Almeida Garrett (1827) foram algumas das personalidades de vulto que conheceram os cárceres do Limoeiro. Também Hipólito da Costa, fundador, em 1808, do Correio Brasiliense (ou Armazém Literário), primeiro órgão da imprensa brasileira (ainda que publicado no exterior), foi um dos infortunados que passaram pela célebre prisão.
É negro o quadro traçado por Oliveira Martins, reportando-se ao Limoeiro no tempo do terror miguelista: "Os homens eram amontoados, empurrados a pau para a sociedade dos assassinos, nessas salas imundas, habitação de misérias informais. Davam-lhes sovas de cacete miguelista, e por dia um quarto de pão e caldo, onde flutuava, raro, alguma erva" (Portugal Contemporâneo).
Nos finais do século XIX e inícios do século XX, multiplicaram-se as críticas ao funcionamento da cadeia do Limoeiro, referida por Francisco de Melo e Noronha como "a escola repugnante de todos os vícios, a nódoa immunda que envergonha a nossa capital aos olhos dos estrangeiros (...)".
Atingido por diversos incêndios, como os de 1918 e de 16 de Maio de 1933, as obras de reconstrução e remodelação do edifício prolongaram-se pela década de 1940.
A cadeia ainda se manteve em funcionamento durante breves meses, após 25 de Abril de 1974. Em Julho desse ano, com a transferência dos presos que aí se encontravam para outro estabelecimento prisional, encerrou-se um longo capítulo da história do Limoeiro.
Tendo acolhido, transitoriamente, alguns portugueses retornados das antigas colónias africanas, as
instalações do Limoeiro estiveram durante alguns anos desocupadas, até que, em Dezembro de 1979, foram atribuídas ao Centro de Estudos Judiciários.Iniciou-se, então, uma nova história.
São órgãos do CEJ: o director, o conselho de gestão, o conselho pedagógico, o conselho de disciplina e o conselho administrativo.
O conselho de gestão do CEJ é presidido pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
O director do CEJ é nomeado por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e do Ministro da Justiça de entre magistrados, professores universitários ou advogados, ouvido o conselho de gestão, em regime de comissão de serviço, por períodos renováveis de três anos. O director preside ao conselho pedagógico, ao conselho de disciplina e ao conselho administrativo.
Castelo de S. Jorge e Exposição do Mundo Português

Trata-se de uma construção inserida no plano de renovação urbana da zona ocidental de Lisboa, para a Exposição do Mundo Português.
A exposição foi montada numa vasta área junto ao Tejo, tendo como fundo o Mosteiro dos Jerónimos e decorreu entre 2 de Julho e 2 de Dezembro de 1940.
A Exposição do Mundo Português foi a maior exposição realizada em Portugal até à Expo 98. Teve como objectivo comemorar o Duplo Centenário da Fundação do Estado Português, em 1140, e da Restauração da Independência, em 1640.
A exposição foi inaugurada em 23 de Junho de 1940 pelo chefe de Estado, Marechal Carmona, acompanhado pelo Presidente do Conselho, Oliveira Salazar, e pelo ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco.
Incluía pavilhões temáticos relacionados com a história, actividades económicas, cultura, regiões, territórios ultramarinos de Portugal e também um pavilhão do Brasil, único país estrangeiro convidado.
A exposição levou também à construção de outras infraestruturas de apoio, tal como o aeroporto da Portela.
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Como as pessoas em 1910 imaginavam que seria o ano 2000
A Biblioteca Nacional de França tem uma impressionante colecção de gravuras feitas em 1910, que retratam o que seria a vida no ano de 2000.
LISBOA DEBAIXO DE TERRA
Lisboa debaixo de terra - As Galerias Romanas da Rua da Prata
Depois de ver este, gostou? Quer ver muito mais? Eu mostro. Aqui:
Lisboa debaixo de terra - A SÉ de Lisboa
Lisboa debaixo de terra - O Aqueduto das Aguas Livres
Lisboa debaixo de terra - Bairro Estrela D'Ouro
Lisboa debaixo de terra - O Teatro Romano
Lisboa debaixo de terra - O Reservatório da Patriarcal
Lisboa debaixo de terra - O Convento de Corpus Christi
Lisboa debaixo de terra - O Aqueduto das Aguas Livres
Lisboa debaixo de terra - O Nucleo Arqueologico da Rua dos Correeiros
Lisboa debaixo de terra - O Padrão do Chão Salgado
Lisboa debaixo de terra - A Muralha Fernandina
Lisboa debaixo de terra - Os Moinhos de Vento
Lisboa debaixo de terra - O Palácio Foz
sexta-feira, 5 de março de 2010
Foi redigido em seis diferentes letras, com predominância da letra itálica chanceleresca e letra bastarda cursiva. Das 1664 composições originais chegaram apenas 1560 aos dias atuais. Entre os trovadores presentes salientam-se o Rei Dom Dinis, Dom Sancho I, Dom Pedro conde de Barcelos, Pay Soares de Taveirós, Joham Garcia de Guylhade, Ayras Nunes, Martim Codax, etc
Foi feita pela primeira vez a sua leitura, comentários, notas e glossário, por Elza Paxeco, em colaboração com seu marido, José Pedro Machado. Esta obra ocupa oito volumes e é acompanhada pela reprodução fotocopiada do manuscrito; edição crítica e integral, realizada por Edições Ocidente que a editou, sem quaisquer apoios oficiais ou particulares, em folhas mensais apensas à Revista de Portugal (1949-1964).
Recebe o seu nome por se conservar na biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. É um códice de pergaminho escrito por uma só pessoa em escrita gótica com miniaturas que ficou incompleto: aparecem os textos poéticos, mas não se terminaram as miniaturas nem se copiou a música — para a qual há um espaço reservado abaixo dos versos da primeira estrofe de cada cantiga. Trata-se duma coletánea que possui 310 composições poéticas, todas cantigas de amor.
As primeiras edições completas datam de 1824 e 1849, embora a edição clássica é a realizada por Carolina Michaëlis no ano 1904.
É o mais antigo dos três principais cancioneiros medievais conservados e o mais fiável de todos por ter sido elaborado na época trovadoresca na corte de Afonso X o Sábio.
terça-feira, 2 de março de 2010
HOTEL AVIS - HOTEL SHERATON


Em 1931, decidiu converter o palacete, com o jardim e respectivos anexos, num hotel de luxo, radicalmente transformado, segundo orientação do seu proprietário, com a colaboração do Arquitecto Vasco Regaleira e inaugurado, em 24 de Outubro de 1933, com a designação de HOTEL AVIS.

CHRISTIAN DIOR - HISTÓRIA E CURIOSIDADES

Um homem tímido e aparentemente comum, Christian Dior (1905-1957) transformou a maneira de se vestir após a Segunda Guerra Mundial e criou o estilo dos anos 50. Quando todos previam simplicidade e o conforto, ele propôs o luxo e a feminilidade extrema, copiados por mulheres do mundo inteiro. A grife Christian Dior sobreviveu ao seu criador e ainda hoje é sinónimo de luxo e sofisticação. Desde 1997, o inglês John Galliano é quem está à frente das criações da marca.
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| Reprodução | |
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| O "tailleur Bar", símbolo da primeira coleção assinada por Christian Dior |
UM LIVRO DE HORAS
Horas de Nossa Senhora / Rezar em português
A edição da Biblioteca Nacional de Portugal inclui dois volumes: Fac-símile do exemplar da Biblioteca do Congresso, em Washington, Rare Book Division, Rosenwald, 451 (240 páginas) e um estudo de João José Alves Dias intitulado “Rezar em português: introdução ao livro de Horas de Nossa Senhora segundo costume Romano...”.
Um tempo santificado
Antes das torres das igrejas serem decoradas com relógios, o que só se generalizou pelo século XV, o tempo era marcado pelo som das horas canónicas, tangidas pelo clérigo no sino, horas essas que o cristianismo recuperou da prática judaica de recitar orações a horas fixas do dia. Numa cadência de três horas, os sinos tocavam e anunciavam o momento de rezar, marcando assim o tempo religioso e o ritmo do trabalho.

Inicialmente destinava-se a servir de guia aos religiosos e monges de cada comunidade, assim como a todos os ordenados, dado que estes tinham de realizar, de forma ininterrupta, a oração da Igreja (louvar a Deus e pedir a salvação da humanidade). A vida consagrada, organizada com o monaquismo, tinha como objectivo máximo essa oração regular que assim se desenvolveu e aumentou, pois a ela eram dedicadas várias horas do seu labor. Seguiam para esse efeito o Breviário, livro que, de uma forma breve e prática, condensava todos os textos necessários para esses ofícios divinos.

Essas horas, distribuídas na sua forma inicial por oito tempos, tinham os seguintes nomes: matinas (meia-noite); laudes (três da manhã); prima (seis horas); terça (nove horas); sexta (meio-dia); noa (três da tarde); vésperas (seis da tarde); completas (nove da noite/depois do pôr-do-sol). A cada uma destas horas correspondia um conjunto de orações.

Os Livros de Horas
Toda a comunidade cristã era também convidada a participar nessa celebração constante. Para que o pudesse fazer começaram a aparecer, na Idade Média tardia, os chamados Livros de Horas, que tornavam acessível aos leigos, através de imagens e de diálogos, o Breviário, que os não tinham. Lembremos o que escreveu Lewis Carroll. no começo da sua obra imortal Alice no País das Maravilhas: «Alice começava a aborrecer-se imenso de estar sentada à beira-rio com a irmã, sem nada para fazer: espreitara uma ou duas vezes para o livro que a irmã lia, mas não tinha gravuras nem diálogos: “E de que serve um livro, pensou Alice,se não tem gravuras nem diálogos?”». Pensamento semelhante deveriam ter os Homens medievos, dado que os Livros de Horas se tornaram o maior best-seller dos séculos XIV a XVI. O aparecimento da imprensa veio ajudar essa divulgação e esse êxito.

Livros com imagens que permitiam uma dupla leitura: as representações facilitavam a apreensão do texto, ou a meditação sobre o mesmo, ao mesmo tempo que constituíam um guia para os que não sabiam ler, trazendo rapidamente à memória os ensinamentos das Escrituras.

Os Livros de Horas, quer manuscritos que impressos, obedecem a uma tipologia comum: 1. O Almanaque ou Tábua das Festas Móveis; 2. O Calendário; 3. Os Evangelhos e a Paixão; 4. As Horas propriamente ditas da Virgem Maria, da Cruz e do Espírito Santo; 5. Os Sete Salmos de Penitência; 6. As Vigílias dos mortos; 7. Orações diversas. Cada uma destas partes era separada por uma grande imagem relacionada com o Ofício que acompanhava. As imagens que adornavam e iluminavam as diferentes cercaduras de cada uma das folhas encontravam-se, por norma, também relacionadas com o mesmo texto.

Até ao terceiro quartel do século XV, estes Livros de Horas eram quase exclusivamente em latim, manuscritos e ricamente iluminados. Dada a sua qualidade de objecto de arte, destinavam-se a servir ou reis ou grandes senhores da nobreza. A imprensa veio permitir a sua difusão junto de todos os letrados.
in:
http://www.snpcultura.org/vol_horas_de_Nossa_Senhora.html

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