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terça-feira, 10 de maio de 2011

O PÁTIO DA GALÉ



Pátio da Galé
A Praça do Comércio é uma referência iluminista maior entre as congéneres europeias do século XVIII. Desenhado por Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, o projecto foi aprovado pelo Marquês de Pombal, após o terramoto de 1755.
O Pátio da Galé ocupa a área onde se situavam o Paço Real e a Casa da Índia.
Respeitando a componente patrimonial e histórica do edificado, a intervenção reflecte, em simultâneo, a imagem inovadora e vanguardista associada a Lisboa.
O Pátio da Galé, agora reabilitado, disponibiliza a Sala do Risco - galeria para exposições e eventos - dois restaurantes, uma geladaria, a Lisbon Shop, loja de produtos de merchandising de Lisboa, e um Posto de Turismo.
O Restaurante Terreiro do Paço apresenta confort food de inspiração portuguesa e mediterrânica e o Aura Restaurante + lounge café aposta na cozinha portuguesa contemporânea, enquanto a Geladaria Paço d´Água oferece gelados confeccionados artesanalmente.
Para além da sede do Turismo de Lisboa, no Pátio da Galé encontram-se ainda o Canal Lisboa e a sede da Modalisboa.
O Peixe em Lisboa, actividades do Festival dos Oceanos e a Modalisboa são alguns dos eventos que decorrerão no novo Pátio da Galé.








terça-feira, 9 de março de 2010

IGREJA DE SÃO ROQUE - LISBOA



Fachada da Igreja de São Roque, em Lisboa
Fachada da Igreja de São Roque, em Lisboa

A Igreja de São Roque é uma igreja católica em Lisboa, dedicada a São Roque e mandada edificar no final do século XVI com colaboração de Afonso Álvares e Bartolomeu Álvares. Pertenceu à Companhia de Jesus, sendo a sua primeira igreja em Portugal, e uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo. Foi a igreja principal da Companhia em Portugal durante mais de 200 anos, antes de os Jesuítas terem sido expulsos do país no século XVIII. A igreja de São Roque foi um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao Terramoto de 1755 relativamente incólume. Tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. Continua a fazer parte da Santa Casa hoje em dia.
Aquando da sua construção no século XVI, foi a primeira igreja jesuíta a ser desenhada no estilo "igreja-auditório", especificamente para pregação. Tem diversas capelas, sobretudo no estilo barroco do século XVII inicial, sendo a mais notável a de São João Batista, do século XVIII, projeto inicial de Nicola Salvi e Luigi Vanvitelli, depois alterado com a intervenção do arquitecto mor João Frederico Ludovice, como se pode verificar pela correspondência entre Ludovice e Vanvitelli, publicada por Sousa Viterbo e R. Vicente de Almeida em 1900. Ludovice enviou uma série de desenhos para Itália com as alterações impostas, uma vez que Vanvitelli se recusara a alterar o projecto inicial. Foi encomendada em Itália por D. João V em 1742. Chegou a Lisboa em 1747 e só ficou assente em 1749. É uma obra-prima da arte italiana, única no mundo, constituída por quadros de mosaico executados por Mattia Moretti, sobre cartões de Masucci, representando o Baptismo de Cristo, o Pentecostes e a Anunciação. Suspenso da abóbada, de caixotões de jaspe moldurados de bronze, é de admirar um lampadário de excelente execução da ourivesaria italiana, enquadrado por um admirável conjunto de estátuas de mármore. Supõe-se que à época tenha sido a mais cara capela da Europa.
A fachada, simples e austera, segue os cânones impostos então pela igreja reformada. Em contraste, o interior é enriquecido por talha dourada, pinturas e azulejos e constituiu um importante museu de artes decorativas maneiristas e barrocas. Tem azulejos dos séculos XVI e XVII, assinados por Francisco de Matos.
O teto, com pintura de interessante simbologia apresenta caixotões. A talha, maneirista e barroca, é rica e variada, com retábulos de altares e emoldura pinturas. Há mármores coloridos embrechados à italiana e um boa coleção de alfaias litúrgicas.
Ao lado do edifício, no Largo Trindade Coelho, está o Museu de Arte Sacra de São Roque, que tem compartimentos ligados com a igreja.

Decoração









Interior do templo, e altar-mor ao fundo
                                                                           


A decoração da Igreja de São Roque é o resultado de diversas fases de atividade ao longo dos séculos XVII e XVIII, refletindo os ideais tanto da Sociedade de Jesus ou, como no caso das capelas, das respetivas irmandades ou fraternidades. Nasceu como consequência da Contrarreforma, e reflete os esforços da Igreja Católica em capturar a atenção dos fiéis. A decoração geral passou pelos estilos maneirista (capelas de São Francisco Xavier, da Sagrada Família, da chancelaria); do Barroco inicial (capela do Santíssimo); do Barroco tardio (capelas de Nossa Senhora da Doutrina e de Nossa Senhora da Piedade); e Barroco romano da década de 1740 (capela de São João Batista). As renovações no século XIX incluíram a construção da galeria do coro sobre a entrada principal, onde foi instalado o órgão; a renovação da capela do Santíssimo e o gradeamento; e a substituição das portas de entrada.


                                Medalhão no tecto

Diversas partes da igreja (p.ex., as paredes sob a galeria do coro e o transepto) sao decoradas com azulejos “ponta de diamante” no estilo de Triana, bairro de Sevilha, e a tradição data-os em 1596. No resto, a decoração inclui elementos botânicos, volutas, putti, símbolos da Paixão de Cristo, e o monograma da Sociedade de Jesus) (“IHS”).[1] Nos nichos sobre os dois púlpitos há estátuas de mármore branco dos quatro Evangelistas. No piso superior da nave está um conjunto de pinturas a óleo com cenas da vida de Inácio de Loyola (c. 1491-1556), fundador da Ordem Jesuíta, atribuído a Domingos da Cunha, o Cabrinha, um pintor jesuíta do início do século XVII.

in Wikipedia.


terça-feira, 2 de março de 2010

HOTEL AVIS - HOTEL SHERATON


Estão a ver onde se ergue hoje o complexo Sheraton/Imaviz? Em Lisboa, ao Saldanha?



Vejam só como era ali no princípio do século, e até "alguns" anos atrás:



Palacete Silva Graça* (depois Hotel Aviz) e senhoras subindo o troço inicial da Av. 5 de Outubro, Lisboa, post. 1908.
Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Em 1904, foi construído um palacete, mandado erigir por José Joaquim da Silva Graça, para sua habitação particular, tendo sido desenhado pelo Arquitecto António Abreu.

Em 1919, José Rugeroni, genro do proprietário, adquiriu o palacete.

Em 1931, decidiu converter o palacete, com o jardim e respectivos anexos, num hotel de luxo, radicalmente transformado, segundo orientação do seu proprietário, com a colaboração do Arquitecto Vasco Regaleira e inaugurado, em 24 de Outubro de 1933, com a designação de HOTEL AVIS.

Nele viveu Calouste Gulbenkian até ao seu falecimento.

Antes da inauguração do Hotel Ritz era no Hotel Avis, que se hospedavam os altos dignitários que visitavam Lisboa.

Foi demolido em 1954, assim como o seu jardim envolvente.

Naquela altura, tanto o Hotel Avis como o Palace Hotel do Bussaco constituíam os dois únicos hotéis de luxo em Portugal


*Silva Graça, proprietário e director do jornal "O Século" (extinto por Manuel Alegre, enquanto Secretário de Estado da Comunicação Social).