quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LÍNGUA E MÁ LÍNGUA

Deixem-me partilhar convosco alguns excertos de uma obra adquirida este domingo, na Feira de Velharias no Parque D. Carlos, por 50 cêntimos...
Língua e má língua, de Agostinho de Campos, publicada em 1944.

Há pouco, entrou num automóvel de praça, em Lisboa, um homem que pareceu estrangeiro ao condutor. E, como os tempos estão maus, e a crise se faz sentir em tudo, o motorista resolveu desviar-se do caminho mais curto, para a corrida lhe render mais.
Mas o freguês era lisboeta, conhecia muito bem o caminho e protestou contra o zigue-zague. Então o outro, calmando-o, mudou logo de direcção e disse:
Está bem! Está bem! E eu a pensar que o senhor era, pelo menos, italiano! ...






Uma vez, em Paris, el-rei D. Carlos I recebeu a visita de um certo lord inglês que falava o francês muito mal e se desculpou de não ter vindo na véspera.
O motivo da falta era a doença e o inglês explicou-se deste modo:
Hier je sentais très mauvais. Aujourd'hui je sens moins mauvais.
E o rei atalhou, bom rapaz:
Tant mieux! Tant mieux!





Nessa mesma ou noutra viagem, meteu-se el-rei D.Carlos I sozinho num fiacre, para gozar como simples viajante o espectáculo das ruas e alamedas da grande cidade.
Mas, é claro, nessa ocasião, como sempre, seguia-o um agente de polícia, daqueles que o prefeito incumbira de guardar a régia pessoa.
A certa altura o cocheiro, não sabendo quem levava, mas tendo farejado a polícia, voltou-se para trás na boleia e disse ao soberano:
Citoyen, nous sommes suivis!
Ao que El-rei respondeu:
Ça ne fait rien. J'en ai l'habitude.




sábado, 23 de julho de 2011

A FREGUESIA DA AJUDA



É considerada uma das freguesias mais antigas da cidade de Lisboa, tendo sido instituída no 1º quartel do séc. XVI, integrando várias populações onde salientamos a de Alcântara, e a de Belém, transferindo-se nesta mesma data a sede da Freguesia da Ajuda para o Convento da Boa-Hora.
Em 1852 a Freguesia da Ajuda ficou separada do Concelho de Lisboa passando a fazer parte do Concelho de Belém onde se manteve até uma reforma posterior que voltou a incluí-la em Lisboa.
Os primórdios históricos desta Freguesia remontam à época em que a Ajuda não passava de um local despovoado e inculto que ocupava uma dimensão bastante significativa pois estendia-se da Praia de Belém até à Serra de Monsanto.
Que factor contribuiu para que a Freguesia da Ajuda crescesse em termos populacionais?
Segundo a lenda, um pastor que passava por estes lados deparou-se com a imagem da Virgem numa fenda de uma rocha. A notícia desta aparição propagou-se rapidamente contribuindo para a proliferação de manifestações de fé. De todo o lado vieram devotos a adorar a imagem, trazendo oferendas em dinheiro e jóias proporcionando, com os recursos obtidos, a construção, no local onde foi encontrada a imagem, da Ermida de Nª Srª da Ajuda. A partir daqui a Freguesia da Ajuda passou a ser povoada por gente que queria viver sob a protecção do santuário o que levou à construção de tendas de venda, barracas e casas, nascendo assim um povoado que não parou de crescer, devido ao número cada vez maior de devotos e peregrinos que rumavam a estas paragens para adorar a Virgem.

Local onde se erguia a primitiva Ermida de Nossa Senhora da Ajuda. 
Não há nada a assinalar tão importante local...


Este facto veio contribuir para a construção de um templo de devoção maior e melhor que a primitiva igreja.
Catarina, mulher de D. João III era muito devota à Nª Srª da Ajuda, facto que proporcionou o desenvolvimento da Freguesia na medida em que a devoção trouxe a corte a estas paragens levando nobres e fidalgos a construírem as suas casas de campo na Ajuda, tornando-se por isso uma zona de eleição destinada a gente fina e abastada.
Após o terramoto de 1755, vieram instalar-se na Ajuda o rei D.José e a corte. Ocuparam a Quinta de Cima onde foi construído um paço de madeira denominado de a "Régia Barraca". Também a capela foi transferida para uma construída na igreja paroquial de Nª Srª da Ajuda.
Em 1756 transferiram-se para a Ajuda os frades Agostinhos, provenientes do Convento da Boa-Hora, em Lisboa, destruído pelo terramoto. Foi edificado um novo Convento denominado também de Boa-Hora.
Nessa época e por questões de segurança, muitos dos moradores terão escolhido, nessa altura a Ajuda para habitar. Devido a este facto, em 1758, a população tinha passado de 1059 para 4748 habitantes.
Por volta de 1762-1763 a freguesia da Ajuda deixou de ser considerada suburbana, sendo incluída nos limites da cidade.
No que diz respeito à sua estrutura em termos de rede viária, na época os arruamentos eram apenas cinco: Calçada da Ajuda que ligava Alcântara à Ajuda; Travessa da Estopa; Calçada de Nª Srª da Ajuda; Rua das Mercês e Rua da Paz. Os restantes acessos resumiam-se a caminhos ou estradas como por exemplo a Estrada do Penedo (Calçada do Galvão) ou a Estrada da Ajuda para Carnaxide (via Caramão e Caselas).
Existiam muitos terrenos agrícolas, pedreiras, fornos de cal e moinhos.
Em 1768, na Horta da Quinta de Cima, Marquês de Pombal mandou plantar o Jardim Botânico.
Entrada para o Jardim Botânico da Ajuda, na actualidade

Obra do arquitecto Manuel Caetano de Sousa e do jardineiro Júlio Mattiazi
Primeiro jardim do género, no nosso país.
Entre 1766 a 1787 Pina Manique mandou construir o cemitério da Ajuda (junto ao sitio da "Cruz das Sardinheiras"). Este cemitério era destinado a "criados da casa real e pobres da Ajuda e Belém.
A história marcou a Freguesia da Ajuda, por aqui passaram reis e rainhas que deixaram uma herança em termos de património importantes para que seja reconhecida como uma zona turística. Desta herança salientamos o Palácio Nacional da Ajuda.

Palácio Nacional da Ajuda e a estátua do Rei Dom Carlos

Residência do escritor Alexandre Herculano, quando desempenhou
o cargo de bibliotecário da Ajuda (1839-1877)


Torre Sineira, do Galo ou da Ajuda


Construção dos finais do sec. XVIII, atribuída a Manuel Caetano de Sousa.

Fazia parte da igreja que serviu de Capela Real de 1792 a 1834, destruída por um incêndio no século passado.
A Torre com o seu campanário e relógio ficou como símbolo do sítio.



Outra panorâmica da casa de Alexandre Herculano

Por curiosidade, todas aquelas árvores que hoje ali vemos, foram plantadas à pressa nos anos 50, por ocasião da visita da rainha Isabel de Inglaterra, em Feverero de 1957, para tentar esconder o que está bem à vista, aqueles casebres que pouco têm a ver com o palácio...

terça-feira, 10 de maio de 2011

O PÁTIO DA GALÉ



Pátio da Galé
A Praça do Comércio é uma referência iluminista maior entre as congéneres europeias do século XVIII. Desenhado por Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, o projecto foi aprovado pelo Marquês de Pombal, após o terramoto de 1755.
O Pátio da Galé ocupa a área onde se situavam o Paço Real e a Casa da Índia.
Respeitando a componente patrimonial e histórica do edificado, a intervenção reflecte, em simultâneo, a imagem inovadora e vanguardista associada a Lisboa.
O Pátio da Galé, agora reabilitado, disponibiliza a Sala do Risco - galeria para exposições e eventos - dois restaurantes, uma geladaria, a Lisbon Shop, loja de produtos de merchandising de Lisboa, e um Posto de Turismo.
O Restaurante Terreiro do Paço apresenta confort food de inspiração portuguesa e mediterrânica e o Aura Restaurante + lounge café aposta na cozinha portuguesa contemporânea, enquanto a Geladaria Paço d´Água oferece gelados confeccionados artesanalmente.
Para além da sede do Turismo de Lisboa, no Pátio da Galé encontram-se ainda o Canal Lisboa e a sede da Modalisboa.
O Peixe em Lisboa, actividades do Festival dos Oceanos e a Modalisboa são alguns dos eventos que decorrerão no novo Pátio da Galé.








terça-feira, 9 de março de 2010

Igreja de São Roque

Capela de São João Baptista






Interessado em apresentar, através de um plano cultural,a imagem de um Estado renovado e requintado, que em nada ficava atrás das principais potências europeias da época, D. João V (1705-1750) promoveu um vasto programa de encomendas para grandiosos projectos arquitectónicos e obras de arte, entre os quais a Capela de São João Baptista. A sua construção teve lugar em Roma, entre 1742 e 1747, obedecendo a um rigoroso programa arquitectónico e estético que incluía, além da capela, projectada por Luigi Vanvitelli e Nicola Salvi, peças de culto e ornamentais. A corte portuguesa seguiu de perto, através de Ludovice, ourives e arquitecto natural de Hohenhart (Alemanha), a elaboração do projecto. Transportada para Portugal em três naus e assente na Igreja de São Roque, no local da antiga Capela do Espírito Santo, a Capela de São João Baptista foi inaugurada em 1752, já no reinado de D. José I (1750-1777). Tendo em conta a extrema qualidade inventiva, o valor material e o rigor técnico patente nas peças que integram a colecção da Capela de São João Baptista, esta constitui um núcleo autónomo do Museu, ainda que pertença ao período de vivência jesuítica no espaço da Igreja e Casa Professa de São Roque.

IGREJA DE SÃO ROQUE - LISBOA



Fachada da Igreja de São Roque, em Lisboa
Fachada da Igreja de São Roque, em Lisboa

A Igreja de São Roque é uma igreja católica em Lisboa, dedicada a São Roque e mandada edificar no final do século XVI com colaboração de Afonso Álvares e Bartolomeu Álvares. Pertenceu à Companhia de Jesus, sendo a sua primeira igreja em Portugal, e uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo. Foi a igreja principal da Companhia em Portugal durante mais de 200 anos, antes de os Jesuítas terem sido expulsos do país no século XVIII. A igreja de São Roque foi um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao Terramoto de 1755 relativamente incólume. Tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. Continua a fazer parte da Santa Casa hoje em dia.
Aquando da sua construção no século XVI, foi a primeira igreja jesuíta a ser desenhada no estilo "igreja-auditório", especificamente para pregação. Tem diversas capelas, sobretudo no estilo barroco do século XVII inicial, sendo a mais notável a de São João Batista, do século XVIII, projeto inicial de Nicola Salvi e Luigi Vanvitelli, depois alterado com a intervenção do arquitecto mor João Frederico Ludovice, como se pode verificar pela correspondência entre Ludovice e Vanvitelli, publicada por Sousa Viterbo e R. Vicente de Almeida em 1900. Ludovice enviou uma série de desenhos para Itália com as alterações impostas, uma vez que Vanvitelli se recusara a alterar o projecto inicial. Foi encomendada em Itália por D. João V em 1742. Chegou a Lisboa em 1747 e só ficou assente em 1749. É uma obra-prima da arte italiana, única no mundo, constituída por quadros de mosaico executados por Mattia Moretti, sobre cartões de Masucci, representando o Baptismo de Cristo, o Pentecostes e a Anunciação. Suspenso da abóbada, de caixotões de jaspe moldurados de bronze, é de admirar um lampadário de excelente execução da ourivesaria italiana, enquadrado por um admirável conjunto de estátuas de mármore. Supõe-se que à época tenha sido a mais cara capela da Europa.
A fachada, simples e austera, segue os cânones impostos então pela igreja reformada. Em contraste, o interior é enriquecido por talha dourada, pinturas e azulejos e constituiu um importante museu de artes decorativas maneiristas e barrocas. Tem azulejos dos séculos XVI e XVII, assinados por Francisco de Matos.
O teto, com pintura de interessante simbologia apresenta caixotões. A talha, maneirista e barroca, é rica e variada, com retábulos de altares e emoldura pinturas. Há mármores coloridos embrechados à italiana e um boa coleção de alfaias litúrgicas.
Ao lado do edifício, no Largo Trindade Coelho, está o Museu de Arte Sacra de São Roque, que tem compartimentos ligados com a igreja.

Decoração









Interior do templo, e altar-mor ao fundo
                                                                           


A decoração da Igreja de São Roque é o resultado de diversas fases de atividade ao longo dos séculos XVII e XVIII, refletindo os ideais tanto da Sociedade de Jesus ou, como no caso das capelas, das respetivas irmandades ou fraternidades. Nasceu como consequência da Contrarreforma, e reflete os esforços da Igreja Católica em capturar a atenção dos fiéis. A decoração geral passou pelos estilos maneirista (capelas de São Francisco Xavier, da Sagrada Família, da chancelaria); do Barroco inicial (capela do Santíssimo); do Barroco tardio (capelas de Nossa Senhora da Doutrina e de Nossa Senhora da Piedade); e Barroco romano da década de 1740 (capela de São João Batista). As renovações no século XIX incluíram a construção da galeria do coro sobre a entrada principal, onde foi instalado o órgão; a renovação da capela do Santíssimo e o gradeamento; e a substituição das portas de entrada.


                                Medalhão no tecto

Diversas partes da igreja (p.ex., as paredes sob a galeria do coro e o transepto) sao decoradas com azulejos “ponta de diamante” no estilo de Triana, bairro de Sevilha, e a tradição data-os em 1596. No resto, a decoração inclui elementos botânicos, volutas, putti, símbolos da Paixão de Cristo, e o monograma da Sociedade de Jesus) (“IHS”).[1] Nos nichos sobre os dois púlpitos há estátuas de mármore branco dos quatro Evangelistas. No piso superior da nave está um conjunto de pinturas a óleo com cenas da vida de Inácio de Loyola (c. 1491-1556), fundador da Ordem Jesuíta, atribuído a Domingos da Cunha, o Cabrinha, um pintor jesuíta do início do século XVII.

in Wikipedia.


A NOVA ARCA DE NOÉ









A "Arca de Huibers", quase pronta,
chama a atenção no pequeno 
ancoradouro da cidade de Schagen
 - Holanda. 







Johan Huibers, holandês, 47 anos (2006), morador de Schagen, 40 quilómetros a norte de Amsterdam, Holanda, resolveu construir uma réplica da Arca de Noé. Cristão devoto, Huibers acredita que a reconstrução da Arca é uma forma de fortalecer e renovar o interesse pelo cristianismo nos países escandinavos chamando a atenção para a verdade histórica contida na Bíblia.

Observando as proporções da Arca descritas no Antigo Testamento, a "Nova Arca" do holandês mede 13,5 metros de altura, 9,5 m de largura e 70 m de comprimento, correspondendo a um quinto do tamanho da nave original. Os trabalhos começaram em dezembro de 2005; agora, em abril de 2006, a obra já se destaca na paisagem com sua forma bem definida, atraindo os olhares dos curiosos moradores de Schagen além de repórteres de todo mundo interessados em noticiar o projecto.

Na Bíblia, Noé construíu a Arca por determinação e conforme a vontade de Deus, que lhe revelou a iminência de um Dilúvio que aniquilaria toda a vida na Terra exterminando uma humanidade perversa. Noé também foi instruído a recolher na Arca casais de todas as espécies de seres vivos; sementes, herança da flora e da fauna, que povoariam o planeta depois da catástrofe. Também neste aspecto Johan Huibers segue o texto bíblico ainda que modestamente.

Cavalos, ovelhas, pássaros e coelhos são alguns dos animais que habitarão a Arca que vai funcionar como uma combinação de monumento religioso, museu e zoológico de animais domésticos além de alguns bichos exóticos. Com lançamento previsto para Setembro (2006), aportando nas grandes cidades nórdicas situadas no litoral dos mares interiores da Escandinávia, a "Arca de Huibers" será aberta ao público e o preço dos ingressos já está definido: 2,40 dólares para crianças e 3,60 dólares para adultos.

O roteiro das visitas inclui, além da visitação aos animais, lanches, drinks e impressos religiosos. A nave tem três pavimentos: os animais ocuparão o segundo nível enquanto o primeiro e o terceiro serão destinados aos serviços que serão oferecidos aos visitantes. As recentes notícias de aquecimento global, degelo acelerado no pólo norte e consequente elevação do nível dos oceanos, conferem um interesse especial ao projeto.

Apesar disso, o próprio Huibers descarta a possibilidade de um novo Dilúvio, lembrando a promessa de Deus a Noé, a Aliança do Arco Irir, segundo a qual, nunca mais o criador ergueria sua mão para destruir suas criaturas. Feita de cedro americano e pinho norueguês, a barca deve consumir, até sua conclusão, um milhão e duzentos mil dólares. Para tocar os trabalhos, o holandês contou com a ajuda do filho, Roy, 17 anos, e vários amigos que prestaram assessoria especializada em construção naval.






                     Johan Huibers, 47 anos, trabalha no interior da Nova Arca de Noé: realização de sonho
                   e acto de devoção.





           Huibers com seu filho Roy, de 17 anos, um dos colaboradores do projeto; vários simpatizantes 

          que cuidam dos detalhes técnicos da obra. 

ANTIGA ARCA DE NOÉ NA MIRA DA CIÊNCIA
satélite localiza estranha formação no Monte Ararat
A imagem que o satélite Digital-Globe obteve da formação anomala no monte Ararat - Turquia. Outras imagens do local têm sido registradas por outros satélites e os pesquisadores empenham-se na análise detalhada de forma e dimensões.

Em Março de 2006, foi divulgada, uma imagem capturada pelo Digital-Globe satélite mostrou uma estranha formação em dos lados do monte Ararat, localizado na Turquia. Trata-se de um desvio da superfície da montanha cuja natureza, ainda não identificada, tanto pode ser um capricho geológico como uma estrutura feita por mãos humanas que jaz oculta no subsolo, soterrada por milênios de depósitos sedimentares.

A estranha formação rochosa encontra-se a quinze mil e trezentos metros de altura a noroeste do Ararat numa região coberta de gelo. Alguns estudiosos da arqueologia bíblica que estudaram as imagens acreditam que a anomalia geológica pode ser o resultado de camadas milenares de terra depositadas sobre um antigo símbolo teológico: a Arca de Noé. As dimensões do "objeto" correspondem às proporções da Arca descritas no livro do Gênesis.

A formação do Ararat já tinha sido observada há mais de uma década pelo professor Porcher Taylor, da University of Richmond, Virgínia - EUA. Agora, com a ajuda das imagens de satélite, Porcher tem a chance de confirmar suas suspeitas de que a Arca de Noé, há tempos procurada
por arqueólogos, encontra-se no Monte Ararat exatamente como está relatado no texto bíblico.

As regiões mais importantes do Monte Ararat, na Turquia

Vista do monte Ararat: cume sempre coberto de neve

O monte Ararat, localizado na Turquia, próximo às fronteiras com a Arménia e o Irão é conhecido por muitos nomes; Armenian Masis; Turkish Büyük ou Agri Dagi; Persian Koh-i-nuh. A montanha, completamente isolada, compreende duas regiões: O Grande Ararat, com cinco mil cento e vinte dois metros de altura e o Pequeno Ararat, com três mil novecentos e quatorze metros. Acima dos quatro mil metros, no topo, o solo é coberto de "neves eternas". No texto bíblico, depois do Dilúvio, quando as águas baixaram, a Arca estava fincada no Monte Ararat cuja configuração geológica foi modificada por um forte terremoto, em Julho de 1840, que soterrou um vilarejo e o mosteiro de Saint Jacob.




sábado, 6 de março de 2010

DAMA DE ELCHE - UM BELO ENIGMA IBÉRICO


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A Dama de Elche - Busto de mulher, encontrado, por acaso, em Elche, província de Alicante (Espanha), perto do mar. No local têm aparecido objectos de quase todas as épocas.
Com 56 cm. de altura, lavrado em calcáreo, é um dos monumentos escultóricos mais notáveis de origem peninsular.
Deverá datar do século IV ou V a.C.
Está presentemente no Museu Arqueológico de Espanha, em Madrid.
O busto foi originalmente colorido (ver, abaixo, um desenho de Francisco Vives com uma hipótese das cores iniciais).
Acha-se em bom estado de conservação.
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O seu significado e origem permanecem misteriosos.
Não há dúvida ter sido o seu autor ou grego ou indígena helenizado, tal a perfeição das feições e dos ornatos que exibe, não só no alto da cabeça (tiara) como aos lados, onde aparecem umas caixas circulares para nelas serem metidos os cabelos, depois de enrolados.
Apresenta ainda um diadema na fronte, colares ao pescoço e uma mantilha nos ombros.
A peça tem um largo orifício atrás, onde, de resto, a escultura é menos cuidada.
Seria, talvez, uma peça funerária, modelada sobre a face da defunta - e que guardaria na cavidade praticada no busto a sua urna cinerária ou objectos sagrados? Seria uma divindade? Jamais haverá uma resposta definitiva.

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(Texto adaptado de Verbo - Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura e de Wikipédia).